Eduardo Braga confirma novo empréstimo para o setor elétrico ainda em março

Cenário melhorou em fevereiro para a geração, mas ainda é recomendada prudência e cautela(ABR/VEJA)

Montante necessário para cobrir despesas de novembro e dezembro das distribuidoras saltou a R$ 3,15 bilhões. Ministro de Minas e Energia admitiu que situação do setor ainda exige prudência

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou na tarde desta terça-feira que o valor do novo empréstimo ao setor de distribuição de energia elétrica deve ser fechado em 3,15 bilhões de reais até o fim de março.

O valor é superior aos 2,6 bilhões de reais estimados para cobrir as despesas do setor de novembro e dezembro do ano passado porque, segundo o ministro, houve correção de juros sobre o período. O prazo para a liquidação desses valores foi estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o dia 31 deste mês. Para este ano, o governo já deixou claro que não ajudará mais o setor elétrico e que a alta de custos deve ser repassada via tarifa.

"Ontem (segunda-feira) as negociações avançaram bastante em São Paulo e 12 dos 13 bancos que participaram dos empréstimos anteriores participam das conversas", disse o ministro. No ano passado, os dois financiamentos para o setor somaram 17,8 bilhões de reais. Esses empréstimos já começaram a ser repassados para as contas de luz nos reajustes ordinários das tarifas deste ano.

Prudência - Em uma das reuniões realizadas nesta terça no Palácio do Planalto, Braga e o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, apresentaram à presidente Dilma Rousseff dados sobre a conjuntura do setor elétrico.

Segundo Braga, o cenário melhorou em fevereiro para a geração, mas ainda é recomendada prudência e cautela. "Precisamos não desperdiçar energia. Os próximos 60 dias serão desafiadores, porque março e abril são os últimos meses do período chuvoso", afirmou o ministro. De acordo com ele, no fim de março será possível ter informações mais definitivas para que o governo possa adotar "medidas necessárias", não deixando claro se ele estaria se referindo a um racionamento de energia.

O ministro lembrou que na próxima semana a Aneel deve definir estímulos para que empresas que usam geradores possam ampliar em três horas a utilização diária desses equipamentos, o que poderá adicionar até 250 megawatts médios no sistema.

Ele também ressaltou a campanha feita pelas empresas de distribuição para estimular a economia de energia e prometeu para duas semanas o lançamento da campanha do próprio governo para a eficiência energética.

(Com Estadão Conteúdo)

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